Curdos sírios reclamam da pouca ajuda turca para conter radicais.
Estado Islâmico quer tomar cidade síria.
Reuters
A batalha continua nesta quarta-feira (22) pelo controle da cidade síria de Kobane, na fronteira com a Turquia, enquanto os curdos iraquianos se preparam para mandar reforços para sua milícia que luta contra os jihadistas do grupo radical Estado Islâmico.
A batalha continua nesta quarta-feira (22) pelo controle da cidade síria de Kobane, na fronteira com a Turquia, enquanto os curdos iraquianos se preparam para mandar reforços para sua milícia que luta contra os jihadistas do grupo radical Estado Islâmico.
Bombardeios continuam na cidade de Kobane nesta quarta-feira (22) (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)
As milícias curdas lutam contra os radicais desde setembro sem ajuda externa - a não ser eventuais ataques aéreos americanos sobre os jihadistas. O governo turco disse neste domingo que permitiria o envio de reforços curdos iraquianos para Kobani. Esses combatentes poderiam fazer diferença na batalha pela cidade, onde os curdos lutam por semanas contra os jihadistas, mais bem armados.
A recusa da Turquia em intervir na luta frustrou os Estados Unidos. Também espalhou protestos violentos no sudeste do país promovidos por curdos irritados com negativa de Ancara a abrir a fronteira para que guerrilheiros voluntários cheguem à cidade.
A Turquia vê os curdos sírios com suspeita por causa de sua ligação com o grupo PKK, que há décadas luta pelos direitos curdos na Turquia e que Washington considera um grupo terrorista.
Em agosto, os EUA começaram a atacar alvos do Estado Islâmico pelo ar no Iraque - e cerca de um mês depois passaram a bombardear também a Síria.
Kobane é uma das três áreas perto da fronteira onde curdos sírios estabeleceram seu próprio governo desde que o país entrou em guerra civil, em 2011.